minha prima mandou um imeio com o vídeo abaixo. tão bom que quase fiz xixi nas calças.
nunca uma canção do u2 teve interpretação tão apropriada...
18 junho 2006
vai para o trono ou não vai?
15 junho 2006
morra de vergonha, bandini
acabei de desperdiçar 117 minutos da minha vida assistindo a "pergunte ao pó", um massacre cinematográfico do livro homônimo de john fante. acho que passar esse tempo com a cabeça enfiada numa privada suja de botequim, dando descarga sem parar, não se igualaria em degradação. graças à nossa senhora da internet, só gastei a eletricidade para baixar o filme, porque se tivesse pago a entrada do cinema, estaria batendo a cabeça na parede de raiva até agora.
é verdade que desde quando anunciaram, no ano passado, que o canastrão do colin farrell estrelaria no papel de bandini, vi que não sairia boa coisa da touceira. mas a violência cometida contra o espírito do livro foi mais devastadora que uma horda de marines com hidrofobia.
mas mr. tom cruise, um dos produtores, provou o estrago que a combinação "dislexia-cientologia-passa-fora-da-nicole-kidman-ração-de-placenta" causou à sua psiquê. ele o diretor robert towne (responsável por pérolas como orca, a baleia assassina e dias de trovão) transformaram uma puta história, patética e pungente, num aguado "love story" alatinado. o único mérito do filme é mostrar a salma hayek nuazinha em pêlo -- o que não é pouco, mas não o suficiente para livrá-los de um merecido regime diário de surras de pau-de-dar-em-doido.
é por essas e outras que a gente acaba tendo que concordar com o desprezo que o john fante sentia pelo cinema...
08 junho 2006
e o outro lado da notícia?
o texto abaixo, assinado por alceu castilho, editor e jornalista responsável pela agência repórter social, foi publicado no comunique-se ontem (07/06).
apenas leiam...
Willian França: "Esses sem-terra não podem ser nem chamados de animais"
Alceu Castilho
Fonte:Repórter Social
Willian França é diretor de Comunicação da Câmara dos Deputados. Seu cargo público e sua hierarquia não o impediram de se pronunciar nos seguintes termos, na noite de terça-feira em Brasília, em relação aos sem-terra presos no Ginásio Nilson Nelson:
- Por que dar comida para esse tipo de gente? São uns animais. Ou melhor, animal, não, porque animal tem noção de onde pode entrar. Esse tipo de gente não pode ser comparada a animais.
Willian fazia os comentários para uma roda de jornalistas. Não era uma exceção. Mas mesmo repórteres que não ousariam falar contra "a turma dos direitos humanos" demonstravam-se pouco dispostos a questionar as ações do poder público subseqüentes à invasão da Câmara pelo MLST.
A deputada Maninha (PSOL-DF), uma entre os quatro únicos deputados que estavam no gramado enquanto se efetuava a prisão em massa de homens, mulheres, adolescents e crianças, sintetizava aquele entardecer em Brasília: "A única vez que vi isso foi em 1969, quando era estudante da UnB e tivemos de sair em fila indiana, de mãos para cima".
A imprensa considerou legítimo o regime de exceção nos gramados do Congresso. Um presidente comunista da Câmara ordenou a prisão de centenas de pessoas, indiscriminadamente, e mais de 500 brasileiros foram detidos no gramado, em frente ao símbolo maior do País. No início o cerco policial mal existia, e as idas e vindas de transeuntes eram evidentes -- mesmo assim, todos que estavam ali foram presos no início da noite e levados em ônibus da PM para o ginásio Nilson Nelson, revivendo algo que os chilenos viveram no Estádio Nacional, na era Pinochet.
À exceção das lideranças, os sem-terra pouco foram entrevistados. O anoitecer em Brasília viu 10 crianças e 32 adolescentes serem presos, sem a presença de assistentes sociais, promotores, juízes. O Estado de Direito brasileiro foi apunhalado em plena Esplanada, mas a mídia adotou o discurso do vilão único -- os sem-terra que invadiram o Congresso.
Enquanto isso, vestidas com roupas de verão, as crianças passavam frio (tem feito frio em Brasília nos últimos dias) e fome. Algumas tinham comido somente às 4 horas. A única que se alimentava era Douglas Freitas, um bebê de 6 meses, ainda amamentando.
Às 22 horas, após algum tempo no Nilson Nelson, as crianças e adolescentes foram levados, com algumas mães ou responsáveis (mas não pais) para a Delegacia da Criança e do Adolescente. Ali a cobertura da imprensa minguou. Ao meu lado agüentava firme uma repórter da Radiobras, Roberta Lopes. Chocada. Cinegrafistas da Globo gravavam as cenas. Um repórter do Globo chegou quando todos já haviam ido embora, às 2 horas desta quarta-feira.
Antes, uma grata surpresa: nada menos que cinco repórteres do Centro de Mídia Independente, uma rede mundial de informações independentes do setor privado, compareceram ao local e fizeram as vezes dos jornalistas da chamada grande imprensa. (Eu estava no local como correspondente da Associação Paulista de Jornais em Brasília, e aproveito aqui partes do relato enviado à rede de 16 jornais.)
Comida de presídio
As crianças seguiam passando um frio que só aumentava. Os adolescentes, uma delas grávida, estavam amontoados nos corredores da delegacia. A assistente social só chegou às 22h30. Em seguida, um comissão da Vara da Infância. Nada disso impediu que as crianças ficassem até a 1h15; os adolescentes, até 1h45.
"Vocês querem que eu encomende lanches do McDonalds para eles?", perguntava o delegado-chefe José Adão Rezende. "Querem que eu os leve para o sofá da minha casa?"
A comida (arroz, batata, salsicha e farofa) só chegou à 1 hora. Veio diretamente do presídio da Papuda.
Na mesma hora chegaram algumas roupas, somente para as crianças. O frio em Brasília tinha aumentado ? e radicalmente, para pessoas que em grande parte tinham vindo do Nordeste. Mas não foi o SOS Criança, do governo distrital, que levou os agasalhos. Foram vizinhos. Voluntários.
Nada disso foi relatado. Aldo Rebelo passou um cheque em branco para o governador Joaquim Roriz, e ninguém estranhou. O presidente da Câmara enviou por volta da meia-noite uma relações públicas à Delegacia da Criança. Ela adotava o discurso ? o mesmo de delegados e policiais - de que a culpa era somente dos pais, pela negligência.
Os jornalistas não podem ser omissos em momentos emblemáticos da cena brasileira. Ou defendem o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição, o Estado de Direito, dos dois lados da moeda (o que necessariamente deve incluir a cobrança do poder público), ou concordam com o senhor Willian França e sua teoria dos animais.
07 junho 2006
get beck to where you once belonged...
cantou pra subir billy preston, cuja folha corrida acumula os títulos de pianista sangue-bom e, junto com o george martin, o de "quinto beatle". preston foi o terceiro. espero que a jam session lá em cima demore pra começar...
...and in the end the love you take is equal to the love you make.
em potuguês e inglês.
21 maio 2006
notícias daquela estranha cidade ao sul do brasil
segundo minha prima que mora em são paulo, a situação na cidade está quase normalizada. o pcc até já liberou o banho de sol para os habitantes.
16 maio 2006
dicção, já!
tenho arrepios todas as vezes que ouço a glória pires dizer que a loja que ela anuncia vai sortear "sessentas televisões" (em vez de seiscentas). também me dóem os ouvidos quando um locutor de tv a cabo anuncia um determinado programa no canal discovery "hum" and health (home).
11 maio 2006
só pra criar polêmica
Recebi por imeio e gostei. diz que é um "horóscopo maldito", que a autoria é desconhecida e que saiu na folha online, mas não posso provar nada.
achei a descrição de todos os signos muito representativa, sem exceção. quanto ao meu, só contesto a parte de "chifrar", para o qual tenho uma incompetência natural. de resto, como diz uma grande amiga sobre meu grupo de amigos (do qual ela também faz parte) "o melhorzinho ali sarrou a mãe no tanque".
Áries (21 de março a 20 de abril)
Você é metido a honesto, sincero e se acha um líder natural. O problema é que você faz tudo ao contrário e não consegue influenciar ninguém. Você gosta de chegar a um determinado lugar e "botar pra quebrar". Isso faz de você um ignorante completo. Na verdade, você arruma confusão em todo lugar que passa, simplesmente porque você quer fazer as coisas do seu jeito, nem que seja na base da porrada. O que você quer mesmo é poder. Você quer chegar ao poder nem que tenha que f... todos em sua volta. A sorte dos outros signos do zodíaco é que você nunca consegue chegar ao poder. Falta inteligência.
Touro (21 de abril a 20 de maio)
Você é materialista e trabalha como um condenado. As pessoas pensam que você é um pão-duro, cabeça-dura, mão-de-vaca, estão certas. Além disso, você é um teimoso desgraçado que faz só burrada na vida e continua fazendo, fazendo, fazendo...Você deve estar se perguntando... Por que eu trabalho tanto e só me ferro? A resposta é simples: sua cabeça-dura não deixa você enxergar um palmo além do seu nariz. Por isso que você trabalha como um condenado e nunca consegue subir na vida. Só leva fumo! E graças a sua teimosia idiota, continua levando, levando, levando...
Gêmeos (21 de maio a 20 de junho)
Você é um falso, "duas caras", fofoqueiro, mentiroso e um grande cara-de-pau. Você não é confiável. É sinistro! No trabalho, faz amizade com todos como se fosse o melhor amigo e depois entrega todo mundo pro chefe. Você é tão safado que ninguém desconfia de você. Você adora ferrar os outros e depois ficar rindo da cara deles. É um galinha! Não tem nenhum conceito de moral e tem caráter duvidoso. Além disso, todos consideram você um canalha mal-resolvido. Geminianos costumam ter muito sucesso para chifrar, e também, no incesto, na prostituição e na cafetinagem.
Câncer (21 de junho a 21 de julho)
Você é um chorão desgraçado, e as pessoas que convivem com você são obrigadas a ficar agüentando você reclamar da sua vida. Você se acha solidário e compreensivo com os problemas dos outros, o que faz de você um baba-ovo e puxa-saco. O que você quer mesmo é ficar "bem na fita". Você só quer saber de se dar bem, custe o que custar, e acaba sempre ficando numa boa, apesar de não valer nada. É, na verdade, um canalha com cara de santo. Quando pressionado você faz chantagem emocional. Chora e faz da sua vida a pior de todas. Por isso, os outros signos do zodíaco nunca desconfiam de você. E o pior é que todos gostam de você.
Leão (22 de julho a 22 de agosto)
Você se acha o máximo, um líder natural. Isso é que você acha! Sabia que todos acham você um idiota? A sua prepotência é insuportável para os outros signos e até para você mesmo. Você não passa de um puxa-saco incompetente querendo se promover a todo custo. Quer ter "status", ser o "rei da cocada preta", mesmo sabendo que não tem condição alguma de ser. Você quer sempre a atenção de todos mas, como não tem inteligência, nem sempre consegue. Daí a sua agressividade. Gosta de botar todo mundo pra trabalhar pra você, enquanto você fica reclamando da vida sem fazer nada.
Virgem (23 de agosto a 22 de setembro)
Você é metido a perfeccionista, observador e detalhista. Gosta de analisar e gerenciar tudo. Essa sua maldita mania faz de você um burocrata insuportável. Você é um bitolado e não tem nenhuma imaginação ou criatividade. Gosta mesmo é de tomar conta da vida dos outros. Critica os outros, "mete o pau", mas não enxerga o próprio rabo. Quando as pessoas dos outros signos do zodíaco preenchem aquele maldito formulário de 15 vias carbonadas, de cinco cores diferentes, que devem ser batidos à máquina, elas não tem dúvida. Só pode ser um virginiano que fez.
Libra (23 de setembro a 22 de outubro)
Você se acha equilibrado, idealista e justo. Parece sentir a necessidade de proteger os outros e lutar contra as injustiças. Na verdade, você só pensa em si mesmo. Você é um engomadinho metido. Gosta de coisas sofisticadas e de alto nível, mas não passa de um ignorante desinformado. Nas conversas, quer falar sobre coisas intelectuais, como literatura e arte, e dificilmente entra em assuntos polêmicos. Quer ser politicamente correto. Na realidade você é um grande "fazedor de média". Isso esconde sua verdadeira cara. Dessa forma, os outros signos nunca saberão seu real interesse, que é f... os outros. Afinal, você é um teimoso, ignorante e ambicioso.
Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro)
Você é o pior de todos. Você é desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, vagabundo, frio, cruel, antiético, sem caráter, traidor, orgulhoso, pessimista, racista, egoísta, materialista, falso, malicioso, mentiroso, invejoso, cínico, ignorante, fofoqueiro e traiçoeiro. Você é um canalha completo. Só ama sua mãe e a si mesmo. Aliás, alguns de vocês não amam nem a mãe. Você é imprestável e deveria ter vergonha de ter nascido. Escorpianos são tiranos por natureza. São ótimos nazistas ou fascistas. Adora pisar os outros e tem um orgasmo quando vê alguém no buraco. Pelo bem dos outros signos do zodíaco, os escorpianos deveriam ser todos exterminados.
Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro)
Você é um otimista e tem uma forte tendência em confiar na sorte. Isso é bom para você, já que é imprudente, irresponsável, limitado e não possui nenhum talento. Como não tem competência, sempre arruma uma forma de se desculpar de suas burradas na vida. E sempre põe a culpa nos outros. Mas na verdade você que é incompetente mesmo. Você é um teimoso, ambicioso e metidinho. Na verdade, você é um idiota fracassado. Além do mais, seu conceito de ética e moral é limitado. Você é um puxa-saco, galinha e gosta mesmo é de sacanagem. Quando consegue alguma coisa na vida é sempre de forma obscura.
Capricórnio (22 de dezembro e 20 de janeiro)
Você é metido a sério, conservador e politicamente correto. Na verdade você é um materialista, falso, ambicioso e safado. Você tem uma tendência de ser enrustido em tudo. Você é frio, não tem emoções e freqüentemente dorme enquanto está transando. Você gosta de manter as aparências e quando encontra um "amigo", abraça, deseja tudo de bom... Mas na primeira oportunidade puxa o tapete dele e depois vai dormir de consciência tranquila. Você nunca joga limpo e sua frieza faz de você um sanguinário completo. Mas que importa? Se a grana está entrando... ótimo!
Aquário (21 de janeiro a 19 de fevereiro)
Você provavelmente não é desse planeta. Tem uma mente inventiva e dirigida para o progresso. Você mente e comete os mesmos erros repetidamente porque é imbecil e teimoso. Você adora ser o "do contra". Pensa que tem opinião formada sobre tudo. Na verdade, você é egoísta e gosta mesmo é de aparecer. Mesmo que esteja entre um milhão de pessoas, você quer ser o diferente. Você nunca segue os padrões. Isso faz de você um metido nojento. Você se acha o moderninho. Acha que está à frente dos outros signos do zodíaco. Você não tem nenhuma moral. Se você for homem deve ser um galinha e, se for mulher, aposto que nem perguntou o nome do último cara com quem dormiu!
Peixes (20 de fevereiro a 20 de março)
Você pensa que todo mundo é cabeça de bagre e só você é o esperto. O que você não sabe é que, na verdade, você é o grande cabeça de bagre. Você se acha o sujeito mais inteligente do mundo e tem a maldita mania de achar que os outros precisam de sua ajuda. Você se acha superior e considera os outros idiotas. Adora reprimir tudo e todos. É impaciente, mal-educado e fica dando conselhos fúteis aos outros e sempre consegue afundar as pessoas que seguem seus conselhos idiotas. Você não passa de um desorganizado, não tem praticidade alguma e não sabe nem em que planeta vive. Quando alguém te questiona, você recorre ao misticismo, uma vez que sua inteligência é limitada.
autonomia, ainda que à tardinha
como li por esses dias (o autor não lembro), não entendo a razão da autonomia da petrobras se ela não vai fazer o preço do combustível baixar.
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e já que falamos nela, aqui tem um pequeno retrospecto para quem ainda considera o psdb ("pernósticos sugadores do brasil", conforme o texto)uma alternativa.
por fernando siqueira (e hélio fernandes), via fausto wolff). só uma palhinha:
"1993
Neste ano, o então ministro FHC promoveu um corte de 52% no orçamento de 1994 da PETROBRAS. Isto só não paralisou a empresa porque estourou no Congresso o escândalo do Orçamento, impedindo que se fechasse o orçamento geral da União antes de outubro de 94. Ainda assim a PETROBRAS teve retardados diversos projetos em andamento.
1994
Através do Departamento Nacional de Combustíveis, o ministro FHC promoveu uma manipulação da estrutura de preços que transferiu, permanentemente, da PETROBRAS para as multi nacionais da distribuição cerca de US$ 3 bilhões/ano. Nos 6 meses que antecederam a URV o governo deu dois aumentos por mês aos combustíveis para compensar a desvalorização diária da moeda nacional frente ao dólar.
Nesses aumentos, a parcela da PETROBRAS aumentava abaixo da inflação enquanto a das distribuidoras aumentava acima da inflação. De dezembro de 93 a abril de 94 os aumentos foram de: a) inflação 536%; b) parcela da PETROBRAS 491% e c) distribuidoras 703%. Com a Urverização os ganhos e perdas respectivas se tornaram permanentes, criando no Brasil a maior margem de distribuição do mundo.
Ainda em 1994, no governo Itamar, as estatais estratégicas, durante o processo de Revisão Constitucional, enviaram os seus técnicos a Brasília para dar informações sobre os dados significativos das empresas. Isto ajudou a impedir que a Revisão Constitucional se realizasse. No governo FHC os empregados foram proibidos de ir ao Congresso conversar com os parlamentares sob pena de demissão. O Decreto 1.403 de fevereiro de 95 criou o SIAL - Serviço de Informação e Apoio Legislativo, que foi o grupo de "Intelligentzia" criado com a missão de verificar a ida dos empregados para fins de demissão.
1997
Cria a ANP e nomeia o genro para comandar o processo de engessamento da Petrobras.
Corte de R$ 1 bilhão nos investimentos. Obriga a empresa a apelar para parcerias. Os parceiros, que nada investiram, passam a repartir os lucros.
FHC cria a ANP - Agência Nacional do Petróleo, presidida pelo seu genro ivatista David Zilbersztajn. A ANP tem se mostrado a inimiga nº 2 da Petrobras. Atrapalha a empresa, cria fórmulas e dispositivos que a desfavorecem como a portaria nº 3 que a impede de se defender da inflação e da correção cambial. Dá 3 anos para a PETROBRAS pôr em produção os seus campos em águas profundas, enquanto estabelece o prazo de 8 anos para as demais concorrentes. "E dá outras nocivas providências".
Obriga a empresa a apelar para parcerias. Áreas onde ela investiu pesado, correu todos os riscos e desenvolveu tecnologia, é obrigada agora a dividir os lucros com aquelas empresas que não quiseram correr os riscos. É como se a PETROBRAS comprasse um bilhete premiado e fosse obrigada a repartir o prêmio, recebendo só a metade do valor da compra do bilhete. "
e tem muito mais. vai lá ver o tamanho do estrago...
10 maio 2006
por favor, não bata nos meus neurônios
sou favorável à criação de um subgênero classificatório no cinema: "comédias com o ben stiller".
06 maio 2006
o país do futuro? que futuro?
"Os sertanejos ricos daquele tempo eram todos de orgulho desmedido. Habitando um extenso país, de população muito escassa ainda, e composta na maior parte de moradores pobres ou de vagabundos de toda a casta, o estímulo da defesa e a importância de sua posição bastariam para gerar neles o instinto do mando, se já não o tivessem da natureza.
Para segurança da propriedade e também da vida, tinham necessidade de submeter à sua influência essa plebe altanada ou aventureira que os cercava, e de manter no seio dela o respeito e até mesmo o temor. Assim constituíam-se pelo direito da força uns senhores feudais, porventura mais absolutos que esses outros de Europa, suscitados na média idade por causas idênticas. Traziam séquitos numerosos de valentões; e entretinham a soldo bandos armados, que em certas ocasiões tomavam proporções de pequenos exércitos.
Estes barões sertanejos só nominalmente rendiam preito e homenagem ao rei de Portugal, seu senhor suserano, cuja autoridade não penetrava no interior senão por intermédio deles próprios. Quando a Carta Régia ou a provisão do governador levava-lhes títulos e patentes, eles a acatavam; mas se tratava-se de coisa que lhes fosse desagradável não passava de papel sujo. (...) Exerciam soberanamente o direito de vida e morte (...) sobre seus vassalos, os quais eram todos quantos podia abranger o seu braço forte na imensidade daquele sertão. Eram os únicos justiceiros em seus domínios, e procediam de plano, sumarissimamente, sem apelo nem agravo, em qualquer das três ordens, a baixa, a média e a alta justiça. Não careciam para isso de tribunais, nem de ministros ou juízes; sua vontade era ao mesmo tempo a lei e a sentença; bastava o executor."
josé de alencar, in "o sertanejo" (1875).
04 maio 2006
aos meus três leitores fiéis
rapaziada, tá dando, não. vou ali e volto já. por enquanto, leiam o povo da coluna à direita, para se distrair...
até daqui a pouco.
14 abril 2006
até a chica tem fotolog!
depois de muito miado reclamando da gatinha, resolvemos abrir o "chica fedida".
o mundo está perdido, mesmo...
13 abril 2006
porque eu amo a danuza leão
declaração na revista veja de 29 de março:
"Eu tenho pavor de criança pequena. Criança, só quando consegue dialogar. Antes disso, um bom colégio interno na Suíça".
é quase o que eu costumo dizer, de brincadeira (?): "só me apresentem meu filho junto com o primeiro boletim".
12 abril 2006
retrato do brasil
"um amigo me contou que era um ótimo lugar, onde uns cem nazistas viviam sem ser incomodados".
ronald biggs, em entrevista na bandeirantes para marília gabriela, explicando porque escolhera o brasil para refugiar-se, depois do assalto ao trem pagador, em 1963, na inglaterra.
a declaração, publicada na veja de 11/06/1986, foi retirada do livro "Cães de Guarda - jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988", da historiadora beatriz kushnir (pg. 146). segundo o livro, a entrevista foi proibida de ir ao ar pelo chefe do serviço de censura de são paulo, drausus seiman dorneles coelho, sob o argumento de que biggs "denegria a imagem do país".
então tá...
09 abril 2006
meu pé de laranja-lima
às vezes, quando alguém me fala de alguma tragédia, vivida ou ouvida, recordo-me da frase "por que contam coisa às criancinhas?", do livro meu pé de laranja-lima, de josé mauro de vasconcelos.
quem tem mais de trinta dificilmente não saberá a que me refiro. o romance autobiográfico, lançado em 68, fala sobre a infância pobre de um menino num subúrbio do rio. a única alegria de sua vida miserável é a companhia de um confidente imaginário, seu pé de laranja-lima.
a tristeza dilacerante do livro marcou-me desde quando o li, aos nove anos, para o colégio. de noite na cama, a cada página, dava arrancos de cachorro atropelado, que só não preocupavam em excesso minha mãe porque ela mesma já tinha sido "vítima" de zezé, do portuga e do pé de laranja-lima. foi por causa delels que descobri o que é a dor da incompreensão, da humilhação da pobreza, da perda. ali aprendi que amadurecer dói, e que, no processo, o mundo pode ser um oponente desleal. e o sofrimento, até então, estava apenas começando.
à medida que escrevo essas linhas, voltam algumas passagens do livro, despertando emoções há muito recalcadas. e mais uma vez me pergunto:
"por que contam coisas às criancinhas?"
08 abril 2006
alvíssaras!
depois de um ano de molho sem escrever, a tati voltou, e de cara nova (eu, incrivelmente, sobrevivi a esse tempo. o tijucano é antes de tudo um forte...).
espia lá.
07 abril 2006
com a palavra, neruda
- Quem é Deus?
- Todos, algumas vezes. Nada, sempre.
em entrevista registrada pelo saite do fausto wolff. vai lá, pô!
apesar de tudo, acho que sou um bom menino
não é piada: a morte do carequinha, aos 90 anos, me pegou de surpresa. e toda vez que morre um palhaço eu fico bastante triste, porque acho que é um professor a menos que terei (não sei se já contei, mas minha grande e talvez única ambição profissional é ser palhaço. de verdade. às vezes me imagino numa entrevista de emprego, respondendo "no circo, distribuindo goiabada, marmelada e roubando a mulher dos outros", à estúpida pergunta sobre onde eu me vejo em cinco anos).
mas tinha algo no carequinha que me incomodava profundamente: a célebre musiquinha do "bom menino não bate na irmãzinha". ora, quando eu era criança, eu e minha irmã volta e meia trocávamos amabilidades, e ela, mais do que eu, recebia seu quinhão de catiripapos.
diacho! hoje somos ligadíssimos, melhores amigos até, mas nunca pude me livrar totalmente da culpa secreta de não ser um bom menino "latu senso".
06 abril 2006
v de vingança em uma palavra:
"sedição".
apesar de alguns escorregões infantis, como a permanência do conceito de "país" no fim, o filme é muuuuuuuiito acima da média. talvez venha daí a raiva do alan moore (além da pirataria da obra pela dc comics). várias vezes fiquei emocionado, como quando li o livro. mas que sei eu, sou apenas um bobalhão idealista incorrigível.
com o perdão da palavra, o foda é que o entrenimento anestesia. a iniciativa de revolta não se concretiza porque as coisas se resolvem na sala de projeção, e você volta para casa apascentado. os caras não são bobos.
fica a dúvida: será que as pessoas eram menos formatadas quando arrebentavam as poltronas das salas de cinema ao assistir "ao balanço das horas"?
atualização:
a propósito, o filme não poderia mesmo acabar com outra música que não essa.
siga a bolinha.
05 abril 2006
p de pirataria
conseguirá marcelinho do bole-bole aguardar até o dia 7 de abril para assistir ao esperado v de vingança?
não!!!!!!!!!!!
uma versão gravada dentro de um cinema já está disponível na rede, e a mais de 50% no meu emule. é nessas horas que penso que realmente não há limites para o engenho humano.
a cópia não é lá essas coisas, mas é só para matar a curiosidade. depois verei no cinema de qualquer jeito.
**********************************
aliás, a matéria sobre o filme, ontem no megazine, do globo, falava de críticas negativas lá fora por "fazer apologia ao terrorismo" e "ser ambíguo". o alan moore, criador do monstrinho, disse que o roteiro é "uma porcaria", o que não é pouco. também não gostei de centralizarem o poder nas mãos de um "ditador", e de limarem o computador "destino". mas a curiosidade fala mais alto.
04 abril 2006
deu no globo de domingo
caderno boa chance, 02/04/2006
Executivos descobrem Jesus
Quatro livros lançados no país dizem que exemplo de liderança do filho de Deus deve ser seguido nas empresas. Vendas superam expectativas
saca só o lide:
Jesus virou moda entre os empresários. Depois de 2006 anos de seu nascimento, o homem que mais influenciou a Humanidade é agora visto como exemplo de sucesso na administração de recursos humanos e na obtenção de resultados pelas empresas. Em um mês, foram lançados quatro livros que fazem a adaptação do tema para o mundo dos negócios.
e tem mais:
Livros usam passagens bíblicas como exemplo
A autora Laurie Beth Jones afirma que os executivos de hoje têm de se apoiar no exemplo de Jesus, que "tinha uma equipe de 12 pessoas imperfeitas (os discípulos) e conseguiu coordená-las em prol de uma meta".
não vejo a hora das livrarias começarem a estampar títulos como "Jesus roubou meu queijo".
03 abril 2006
dias de fúria
cena 1:
eu e consorte a caminho de casa. um camarada quase o dobro do meu tamanho, branco, talvez um pouco mais velho, de óculos, me interpela com a velha conversa de "desculpe interromper, amigo, eu sou de campos e fui assaltado aqui"... sem deter minha marcha, dou a resposta automática de sentir muito e estar sem dinheiro. o cara me acompanha, "mas espera aí, pára um pouco, você não quer nem ouvir?" não, senhor, não posso, estou com pressa, replico, irritado e surpreso com a subida de tom do sujeito. "mas eu não quero seu dinheiro, não sou ladrão, será que você não pode parar nem um segundo?" já de pirraça, insisto que não, e que com essa atitude insistente, o máximo que ele está conseguindo é conquistar minha antipatia. nesse ponto, ele estaca no mesmo lugar, e quando se sente a uma distância segura, grita algum tipo de insulto que a pressão ribombando nos ouvidos já me impede de ouvir. bastou. volto-me em sua direção, explicando-lhe em bom português que, na minha opinião, ele deve estar querendo é levar uns sopapos. mas quando tomo a iniciativa de realizar o que julgo ser seu desejo, a tati puxa meu braço para irmos embora. sigo, tentando controlar a besta-fera.
cena 2:
sonho que estou num passeio pela praia. um professor de geografia ensina a um grupo de normalistas sobre sacrifícios maias ao deus-sol e seus rituais funerários. converso com uns amigos que encontro e tomo o rumo de casa. na portaria, um quilômetro de velhinhos aguardam do lado de fora o horário de abertura de uma agência bancária situada na sobreloja. passo por eles, e colada à porta lateral, uma prima aguarda bater a hora para poder sair do edifício. vou à porta principal e entro, sem maiores explicações. no mesmo minuto, o relógio bate dez, e as portas são abertas. inicio a subida dos degraus de mármore até meu apartamento, no décimo primeiro andar, disposto não ocupar no elevador o lugar de ninguém. mas o coro de queixas e resmungos pela minha "furada de fila" chama a atenção do zelador, que, do saguão, me chama pelo nome. ele diz que se não descer, vai ter que me obrigar. nesse ponto o sangue ferve. atiro no chão a pasta que carrego e grito: "vem, experimenta vir aqui para me fazer descer. mas vem mesmo, para você ver uma coisa!"
a aceleração das batidas no peito me desperta. banhado pelas certezas da luz matinal que inunda o quarto, concluo que preciso urgentemente voltar a fazer alguma arte marcial para controlar meu temperamento.
trozitos del pasado
tava de bobeira, quando lembrei de um marcelo que vivia no começo do século. era o mesmo de hoje, mas completamente diferente.
para a pancada (só de implicância, porque ela não sabe o que perde por não gostar de espanhol):
(...) Cuentan de Alejandro que una vez se metió en un río tumultuoso de la India, todo con barro,
persiguiendo al ejército que peleaba con él,
y que cuando iban en mitad
los caballos perdieron pie,
aquellas aguas estaban heladas
y se volvió a sus compañeros y les dijo:
"Me cago en la leche!
Os dais cuenta las cosas que tengo que hacer para que me tengais respeto?"
Eso pasa poco ahora
Eso pasa poco ahora.
Respeto...
antonio escohotado, na canção "nunca es igual", de andres calamaro. depois eu bostejo ela aqui.
28 março 2006
gênios da publicidade
não consigo ver o comercial do ponto frio sem achar que os caras estão cantando "se comprar no ponto frio, sesseeenta!"
23 março 2006
você vê o que você é
deu no plantão do globo-on, às 15h37m:
Quando viaja, Cheney só assiste ao canal Fox News
Se você é o vice-presidente dos Estados Unidos, o que o hotel em que você vai se hospedar deve lhe fornecer?
O site thesmokinggun.com sabe.
O site, especializado em divulgação de documentação pública acerca de fatos policiais e contratos de gente famosa, obteve uma lista-padrão de exigências da vice-presidência americana para quando Dick Cheney viaja.
Ele gosta que o quarto esteja sempre com a temperatura regulada para 20 graus (68 fahrenheit).
Todas as luzes têm de estar acesas.
As televisões - todas - têm de estar sintonizadas no canal por assinatura Fox News (espécie de porta-voz oficioso dos republicanos).
Forno de microondas.
Refrigerante diet sem cafeína.
Água mineral Perrier, se a esposa estiver em sua companhia.
O cardápio do restaurante do hotel também, preferencialmente copiado e enviado por fax com antecedência para a vice-presidência.
Qual seria a lista do nosso José Alencar?
Eis a lista [do cheney], no site.
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muito apropriado o cheney assistir o canal retratado pelo outfoxed. mas não seria melhor asistir aos canais ditos "liberais", para saber o que pensa o inimigo, e assim planejar uma estratégia capaz de neutralizá-los?
fui diagnosticado como "pimba"
o termo acima -- arrisco dizer, nascida no meio médico -- significa "pobre". o pimba típico (também conhecido por "pimbocítico") designa prioritariamente aquelas pessoas que chegam no pronto-socorro munidas de uma sacola de plástico abarrotada de exames ensebados, e a indefectível toalhinha, que serve tanto para secar o suor quanto para limpar o filete de baba que escorre pelo canto da boca, em decorrência de um derrame, por exemplo.
é cruel, admito, mas pimbice não é apenas falta condições econômicas. não, gafanhoto: a pimbocitose (sejamos científicos) é mais como um estado de espírito. aliás, no qual me enquadro, pelos motivos a seguir:
- há meses, eu mesmo corto meu próprio cabelo, com uma máquina comprada à casa e vídeo;
- lavo o filtro de café de papel, para reutilizá-lo;
- paro para ler as manchetes nas bancas de jornal;
- baixo filmes para não pagar o cinema;
- e, por último, mas não menos chocante, como perdi a carteira no carnaval, outro dia, para escândalo da minha consorte (o grifo foi sugerido por ela), utilizei uma caixa de fósforos para acondicionar minhas notas de dinheiro e algumas moedas, evitando que ficassem soltas nos bolsos.
minha neurologista indicou como terapia um "extreme-tiro-na-nuca". em minha defesa, alego que sou um camarada "riléx".
22 março 2006
ainda sobre pirataria
só para contextualizar, ontem o segundo caderno do globo apresentou a seguinte matéria em sua página 2, assinada pelo antônio carlos miguel:
Novos discos de Marisa Monte não podem ser copiados para iPod
Fãs de Marisa Monte também adeptos do admirável mundo novo dos iPods reclamam da EMI, que distribui mundialmente os dois novos CDs da cantora, "Universo ao meu redor" e "Infinito particular". Essa tribo tem encontrado barreiras para passear pelo universo musical de Marisa: o novo sistema anticópias usado pela EMI -- que se diz valer desse artifício para frear a pirataria -- não é compatível com a tecnologia dos iPods (ou com o programa iTunes, usado nos tocadores de música digital da Apple).
(...) Informação confirmada por Marcos Maynard, presidente da EMI.
-- Esse bloqueio para iPod é anunciado na contracapa dos CDs, e essa é uma lei mundial da EMI, não fui eu quem inventou e se aplica a todos os nossos artistas -- diz Maynard, explicando que até dezembro do ano passado o sistema CDS 200, criado em 2002, não permitia cópia alguma, mas, desde janeiro deste ano, o novo programa, CDS 300, possibilita até três cópias por CD, menos para iPods. (...)
Mas a ferramenta da EMI pode se virar contra a empresa, e induzir muitos dos consumidores a usarem o (condenado pelas gravadoras) download grátis na internet. Os dois novos discos de Marisa já rodam pelo universo sem fronteiras da rede, em sites de troca de música digital como eMule, soulseek. O que não diminui a fúria de seus fãs. "Marisa está dando uma de Metallica" (referência ao grupo de heavy metal americano, que fez campanha contra o programa Napster, um dos primeiros sites de troca de música pela internet), escreve um leitor. "Esse sistema anticópia é uma vergonha e penaliza o comprador legal do CD", argumenta outro. (A.C.M.)
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depois disso, fui procurar no emule, e não é que os dois estavam mesmo lá? devidamente baixados, os arquivos descompactados, além das músicas, continham a seguinte mensagem:
LEIA!!!
Após baixar as músicas, compartilhe-as!!!
Vamos mostrar para a Indústria Fonográfica que
criar mecanismos de proteção contra pirataria é ilegal,
imoral e inútil.
Ilegal porque fere o Código de Defesa do Consumidor;
Imoral porque a Indústria Fonográfica parte do princípio que todos os consumidores são criminosos;
Inútil porque é muito fácil quebrar a proteção. Eu o fiz em 5 minutos.
Compartilhe as músicas. Deixe que outros tenham o mesmo direito que você teve.
Compartilhe-as separadamente e zipadas também.
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sim, senhor. independente da qualidade, vou mantê-los por questões políticas. afinal, guerra é guerra.
21 março 2006
sobre o discurso da "pirataria"
acho graça nas tentativas de criminalizar grupos comerciais russos, chineses ou que tais, como "máfias". na verdade, o que acontece é a união de determinados "franco-atiradores" para entrar no jogo capitalista praticando as regras reservadas apenas às corporações multinacionais.
se as coisas não mudaram, o pressuposto ainda é alcançar o máximo de lucro com o mínimo de gastos. ou estou errado?
e querem que eu pague mais por isso? é ruim, hein?
viva a pirataria!
testando, 1, 2, 3...
vou tentar uma parada, só de farra: postar músicas pelo rapidshare. para ouvir, clique no linque, vá até o pé da página, clique no "free", e espera a página seguinte liberar o linque para a música. digite o código indicado, e depois é correr pro abraço.
as agraciadas serão beware of darkness (sobre a qual já dei um plá aqui) e something, com o paul mccartney de ukelele e o eric clapton de guitarra, mesmo.
como diz o caipira, "se divirrrtam". e se gostarem, dêem um fidibéque.
ps: ando tão obcecado com esse dvd que acho que vou comprá-lo. é incrível como minha voz fica embargada toda vez que tento cantar junto. talvez seja o melhor show que já vi, e olha que tenho muito pouco saco para assistir show pela tv.
20 março 2006
a globo, quando não faz na entrada...
acabei de assistir à edição feita para o fantástico do documentário do mv bill "falcão, meninos do tráfico". a globo até que tentou fazer tudo certinho, levou o autor lá para conextualizar as imagens e explicar seus possíveis objetivos, aparentemente não "suavizou" nada, nem botou "pí" nos palavrões.
depois da exibição, entra a glória maria de cara séria, anunciando para depois dos comerciais um "debate com a opinião de quem ficou chocado com as imagens". volta o programa e ficamos sabendo que são pessoas "acostumadas a ter um olhar aguçado sobre as pessoas e a realidade". esfrego as mãos, curioso em saber que iria aparecer: algum sociólogo? uma autoridade política? um comandante de força policial? alguém vai argumentar com o bill?
além de não ter necas de debate, botaram no ar depoimentos de manoel carlos, glória perez, cacá diegues, camila pitanga e luís fernando verissimo. meu queixo caiu: os dois primeiros escrevem novelas cujos personagens parecem polianas com paralisia cerebral; cacá diegues devia ter sofrido impedimento legal por sua adaptação "turma da xuxa" do orfeu de vinícius de moraes; camila pitanga é linda, gostosa... é linda, gostosa... é linda, gostosa... e o que mais? até o verissimo caiu na armadilha dos comentários óbvios.
aí me pergunto: são esses nossos formadores de opinião? são essas as pessoas que moldam e representam o pensamento da sociedade atual? os seres elevados a quem delegamos o poder de nos explicar o mundo? de pensar por nós? tudo bem que pegar o luís eduardo soares, a alba zaluar, o roberto da matta ou gilberto velho, poderia ser forçação de barra para o público do fantástico, mas porra!, não deram nem uma colher-de-chá para a viviane mosé, a filósofa-danoninho?!
ficou claro até que ponto as fronteiras entre espetáculo e realidade foram entortadas e transformadas na pasta fedorenta que nos empurram goela abaixo, com que pretendem pavimentar a cabeça das novas gerações.
no filme, uma menina deseja que o seu filho, então com quase três anos, "conheça o mundo" além do tráfico. o que sabe ela do mundo, escrava cujas correntes se manifestam pela ausência de tudo? por outro lado, e nós, que temos dinheiro para viajar e desfrutar os prazeres do mundo, o que sabemos dele além do consumo? o que sabemos de nós mesmos, além dessa corrida de ratos de tentar se dar bem a qualquer custo?
pelo menos o mv bill rompeu a letargia e está tentando entender alguma coisa. tomara que algo seja movido.
16 março 2006
com que livro eu vou?
outro dia, baixei fahrenheit 451, do truffaut (costumava dizer que os filmes dele eram tão legais que nem pareciam franceses. maldade pura...). inspirado num conto do ray bradbury, o filme se passa num futuro próximo, quando as autoridades proíbem os livros, com o argumento de que a leitura leva a anti-sociabilidade, e faz com que leitores julguem-se melhores que não-leitores. existe até uma brigada de bombeiros, apenas para queimá-los (o título é uma referência à temperatura de combustão do papel, que dá uns 232 celsius).
os renegados fogem para viver nas florestas, e formam uma confraria de "homens-livro", onde cada um decora um exemplar palavra por palavra, como forma de preservar as narrativas e, ao mesmo tempo, libertarem-se do papel. antes de morrerem, eles passavam as histórias para herdeiros mais novos. com o tempo, eles acabam se transformando nos livros, a ponto de se apresentarem como "as crônicas marcianas, de ray bradbury" (onde está o conto original); "a ilíada, de homero"; ou "os miseráveis, de victor hugo".
isso me impressionou tanto que passei dias pensando que livro seria, se tivesse que escolher um exemplar para saber de cor, ou mesmo me "representar". não cheguei a uma conclusão, mas talvez ficasse entre "as mil e uma noites" e o "i-ching".
e vocês? que livro seriam?
cada um com seu cada qual
a brincadeira já passou por um monte de gente, mas dou crédito à solange, que foi de onde li. resumindo, é o seguinte:
"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blogue."
vamos lá:
1. café. sempre. talvez esteja mais pra vício que pra mania. começo com pelo menos uma garrafa térmica inteira ao despertar. fora as outras ao longo do dia. até agora, nenhum sinal de gastrite.
2. ler jornal de trás para frente. primeiro caderno, de cultura, internacional. sempre nessa ordem, a menos que alguma matéria específica salte aos olhos nas manchetes.
3. banho. quanto mais tempo fico em casa, maior o número. mania até justificável, em se tratando do calor do rio de janeiro.
4. coçar o ouvido. com apetrechos. bom demais, embora socialmente condenável. por isso mesmo faço às escondidas.
5. ler antes de dormir. qualquer coisa, nem que seja uma página. só abro mão quando já estou dormindo diante da tv e a tati me chama para ir para cama (achei que depois de adulto, poderia dormir onde quisesse, mas qual...).
não há vírus "copa do mundo 2006"
pelo menos, até hoje. aviso antes que comecem a abarrotar minha caixa postal.
e por falar nisso, não sei quanto a vocês, mas, para mim, o vírus da gripe aviária é da mesma cepa do bug do milênio.
em tiros em columbine, michael moore aborda, por alto, o mecanismo dessas histerias midiáticas periódicas (lembram-se da invasão das "abelhas africanizadas"?)
emule é a melhor diversão
o sal do preço do ingresso e o amargo do meu orçamento (?), aliados à facilidade de acesso proporcionada pela internet e uma banda razoavelmente larga, são os responsáveis por uma mudança radical de meus hábitos cinematográficos.
além dos filmes raros e curiosidades fora do catálogo, assisto primeiro a todos os lançamentos do cinema aqui em casa, para depois prestigiá-los na telona, se sua qualidade assim os autorizar. um exemplo já meio antigo disso foi sin city. dos oscarizados, tirando crash, que vi antes da consolidação definitiva do hábito (ano passado?), nenhum mereceu minha presença. nem mesmo good night, good luck ou syriana -- filmes de gente grande.
a propósito, fazem um carnaval com a pirataria nacional, mas só pode ser pelo volume de vendas, porque parece que quem domina o mercado são os europeus. a quantidade de versões em italiano, espanhol, francês e até alemão (nessa ordem) de qualquer novíssimo título americano supera em muito o número de cópias em inglês. motivo pelo qual até hoje não consegui assistir match point. o português fica atrás até do hebraico, na rede. provavelmente empatado com o guarani.
13 março 2006
efeito kovak
meio por conta da tati, comecei a espiar o seriado desperate housewives. e uma conclusão me atingiu como um raio: as mulheres retratadas no seriado são exatamente a versão futura das moças "ixpertas" e "dixcoladas" do sex and the city. os estereótipos são os mesmos. confiram comigo (a tati me ajudou com os nomes):
- miranda, a advogada bem sucedida com problemas de cria, virou a lynnette;
- charlotte, a pudica casadoira com problemas de marido, virou a bree;
- samantha, a assessora com problemas de furor uterino, virou a gabrielle;
- e last, but not least, carrie, a jornalista oligofrênica com problemas de ficar com qualquer cara, virou a susan.
a propósito, caso paire alguma dúvida, acho sex and the city uma afronta à qualquer mulher com um qi maior ou igual ao de uma ostra saudável. não entendo como elas acham graça em serem retratadas como débeis mentais. mas enfim, como diz o ditado, gosto etc.
10 março 2006
por que as coisas nunca vão dar certo
veja syriana e você entenderá o que eu quero dizer. não alimente falsas esperanças, enquanto houver dinheiro no meio, não existirão boas intenções, ambientalismo, ongs, presidente com fumos socialistas, democracia, resistência ou ética de qualquer tipo. aliás, retiro do filme a melhor definição da ética macrocapitalista:
Corruption ain't nothing more than government intrusion into market efficiencies in the form of regulation. That's Milton Friedman. He got a goddamn Nobel Prize. We have laws against it precisely so we can get away with it. Corruption is our protection. Corruption is what keeps us safe and warm. Corruption is why you and I are prancing around here instead of fighting each other for scraps of meat out in the streets. Corruption is why we win.
o oscar do george clooney, apesar de merecido, foi prêmio de consolação. pelo bem do status quo, um filme como esse tem que cair no esquecimento.
05 março 2006
ninguém segura a juventude do brasil
recebi um imeio com supostas frases pinçadas de provas do vestibular da unicamp. é hilário, mas depois dá vontade de chorar.
Tema: A mudança é indubitável, mas progresso é uma questão controversa. Por isso todos falam de evolução, mudança, progresso...
"A mudança sempre ocorreu e sempre vai ocorrer. Ela ocorre para os seres vivos, mortos, para o concreto, para o abstrato (idéias)."
"Desde o seu surgimento o homem galopou pela escala orgânica, tendo seu cérebro como montaria, pois anda a frente das demais espécies, dominando-as a seu favor."
"As mudanças ocorrem devagarosamente."
"Dificilmente vamos encontrar mudanças ou progressos que são positivamente bons para ambas as partes."
"Pode-se notar que o homem só conseguiu ir para diferentes lugares do mundo a partir dos primatas, que desenvolveram a roda, tendo como conseqüência a possibilidade de conhecer culturas variadas."
"Desde a priori aos tempos remotos..."
"Antigamente ao bater uma carroça na outra dificilmente alguém morria, hoje após a evolução, milhares morrem em acidentes de carro."
"O homem progrediu as custas de outros, como Frankstein, que deu vida a uma criatura, adquiriu a evolução mas não teve bom êxito com o monstro criado. Já que este monstro não tinha noção da sua força e deformação."
"Pode até ser por acidente. Tropeçamos no progresso, caimos na mudança e levantamos na evolução."
"Tudo vem dos seres vivos, até os seres não-vivos."
"E o Homo Sapiens continua seu progresso: desmatando, poluindo e usando desinfetantes, só para dar cheirinho no seu banheiro."
"Eu, particularmente, desenvolvi uma cabacidade de raciocínio e argumentação incríveis."
"Como diz o ditado: é duro agradar a pobres e troianos."
"Todos os seres evoluem, cada um com a sua evolução, pois somos todos individualistas."
"O homem tem a capacidade infinita de evoluir, mas não sabe utilizá-la de forma segura e promíscua."
"Os próprios seres humanos somos mudanças ambulantes."
"A falta de consideração para com a natureza ocorre devido a falta de maturidade da cabeça e dos pensamentos humanos."
"Somos a própria imagem da evolução refletida no espelho do progresso."
"O mundo está reagindo as reações que o homem está fazendo."
"Sonhamos com um mundo melhor, visto que o dinossauro cedeu lugar ao cachorro, gato..."
"Os aminoácidos foram os primeiros habitantes da terra..."
"Fazendo uma comparação das proezas do coelho que se reproduz em grande quantidade, os humanos já venceram com maior número populacional."
"Segundo a terceira lei de Newton, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."
"A cultura mudou, os costumes mudaram, até os dentes dos nossos bisavós eram diferentes, temos dentes a menos."
"FMI, gente que nunca veio aqui e nem sabe o que é sofrer..."
"Após cinco anos de sua introdução à sociedade, havia concluído dois cursos superiores e penetrado na vida política."
"O macaco é descendente do homem."
"O filósofo Nich do início do século já observava que a evolução gerérica teria que ser de forma moderada..."
"Porém o mundo anda em progresso as grandes maioridades das vezes."
"Os maias, por exemplo, pouco se sabe sobre essa civilização, muitos acreditam que eles chegaram a tal ponto evolutivo que transcenderam. Ou mesmo as civilizações dos cristais que ocuparam o planeta há muito tempo atrás e que obtinham todos os seus poderes dos cristais."
"Ainda não se sabe alcerto qual foi..."
"Estamos no apse do mundo digital."
"Tivemos uma longa conversa de cinco minutos..."
"Hoje sou antropófago..."
"Anafaquistão, um país que derrubou as torres e que tem como deus um tal de Bilack..."
coisas com as quais embatuco sem razão (1)
não é por nada não, nem conheço o som dos caras (aliás, só anteontem descobri que não era um, mas vários), mas toda vez que ouço falar em franz ferdinand me dá vontade de acrescentar "collor de mello".
04 março 2006
Associação dos Blocos da Zona Sul critica omissão do Prefeito Cesar Maia
tirei do saite do sindicato. para quem achou que, apesar da paz e da alegria, o carnaval de rua do rio foi caótico.
saldo (retardado) de carnaval
carnaval como há muito não brincava. saldo final:
- uma carteira perdida com todos os documentos no sábado, no bola preta. se não tivesse sido tão legal até estaria mais puto;
- domingo ganhei primeira bolha no dedo de tocar caixa-de-guerra (que naquele estranho estado ao sul do brasil chamam "malacacheta"). daqui há pouco vou me considerar o próprio percussionista;
- terça-feira de carnaval "off", completamente sem voz e com assaduras generalizadas nas coxas e países baixos. nada disso do que vocês, cabeças imundas, estão pensando. tecidos sintéticos e excesso de calor não combinam. a baixa significou bolo no bloco "arocha", da gávea (assim junto mesmo, mas pronuncia-se como se foram duas palavras). outro em que, se forçasse a barra, também tocaria. pena, fica para o ano que vem.
- quarta-feira convalescendo, esperando a apuração dos desfiles que não assisti, assistindo concert for george, recém-baixado.
aliás, sobre o vídeo, preciso registrar: detesto tributos. normalmente as gravadoras reúnem uma porrada de artistas que precisam promover, sem qualquer relação com o homenageado. tipo botar cpm22 para cantar candeia, ou detonautas para tocar no baú do raul. mas no show do george harrison, não. só entrou amigo, mesmo. gente com quem o george tocou e com quem, pode-se dizer, ele até dividiria a mulher - que o eric clapton não me ouça.
and, in the end, dá para se chegar à conclusão que o george harrison é um injustiçado. nem nos beatles ele teve o espaço que mereceu. sua obra manteve sempre uma qualidade uniforme e constante, mesmo as "indianices"conservam frescor -- coisa que não se pode dizer de vários experimentalismos dos anos 60, ou mesmo do trabalho dos coleguinhas lennon e macca, por mais que eu goste do segundo. george harrison é fera, o show é impecável, em diversos momentos arrepia e deixa os olhos cheios d'água. a presença da esposa e do filho (aliás, a cara dele!) reforçam o clima de família. valeu ter ficado em casa.
destaque para beware of darkness, que eu não conhecia, cantada pelo eric clapton. segue a letra:
Watch out now, take care
Beware of falling swingers
Dropping all around you
The pain that often mingles
In your fingertips
Beware of darkness
Watch out now, take care
Beware of the thoughts that linger
Winding up inside your head
The hopelessness around you
In the dead of night
Beware of sadness
It can hit you
It can hurt you
Make you sore and what is more
That is not what you are here for
Watch out now, take care
Beware of soft shoe shufflers
Dancing down the sidewalks
As each unconscious sufferer
Wanders aimlessly
Beware of maya
Watch out now, take care
Beware of greedy leaders
They take you where you should not go
While weeping atlas cedars
They just want to grow, grow and grow
Beware of darkness
24 fevereiro 2006
fuja da oi como do diabo!
existe hoje uma competição feroz entre duas divisões de uma mesma empresa pelo título de serviço mais incompetente do brasil. são elas a oi e a telemerda (sic).
a oi está atravessada na minha garganta desde outubro, quando meu celular foi roubado. desde então vivo um pesadelo capaz de fazer o kafka levantar do túmulo pedindo ajuda ao pai. passado o "sinistro", fui informado de que conseguiria um novo aparelho com desconto generoso enviando um b.o. à empresa.
cumprida a formalidade, nos avisam da recusa do b.o. por rasura. sendo que ele havia sido enviado por mim mesmo, em perfeitíssimo estado. a invalidação, me explicam, se deu por ser eu o autor da queixa, estando o aparelho em nome da tati. detalhe: na folha do b.o., conforme pedido pela própria oi, seguiram escritas TODAS as informações dela, nome e número do titular e do aparelho, cpf, tipo sangüíneo, cor da calcinha, tudo.
a alternativa que nos deram foi ELA fazer outro b.o. como minha paciência é mais curta até que meu limite no banco, nesse ponto, para desfazer a impressão de que estávamos pedindo um favor para a oi, achamos por bem cancelar o serviço. fui informado de que a multa por rescisão de contrato (o telefone era subsidiado por promoção) seria de R$ 200, mais o valor do aparelho na nota fiscal que era de R$ 50. (o valor total era inferior aos R$ 300 exigidos por contrato, segundo descobri muito depois. ou seja, desconhecimento total das próprias regras).
qual não foi minha surpresa quando chega o boleto com a cobrança de R$ 468,15! ligo para lá espumando, e proponho que o funcionário que me atendeu e o supervisor que o informou do valor paguem a diferença, pela desinformação de ambos.
lição número 1 sobre com incompetência empresarial: sempre que ligar para uma empresa, seja para reclamar, pedir um conserto ou serviço qualquer anote tudo: a hora da ligação, o nome do atendente, e o número de protocolo da ligação. eles são capazes de dizer que vc não ligou.
oferecem-me uma contestação de valores, para análise em 15 dias, sem, entretanto, garantia de reajuste. findo o prazo, baixam o valor para R$ 144,15, sem saberem por qual razão. mas depois, quem disse que o boleto chegava? todas as quatro vezes em que liguei pedindo para pagar (!), a resposta foi "estamos abrindo um novo pedido de envio de fatura. caso ele não chegue em cinco dias úteis, pedimos que o sr. entre em contato conosco". demorou quase um mês para que eu visse a cor da maldita. paguei na hora, mas errei em não ligar confirmando o pagamento.
lição número 2 para lidar com incompetência empresarial: nunca subestime a capacidade alheia de emporcalhar um serviço.
quando acho que o caso todo já tinha virado piada de mesa de bar, chega HOJE em casa um novo boleto, cobrando R$ 14,04 por multa e atraso e mora da primeira fatura -- a que nunca chegou. agora me pediram para ligar na quinta depois do carnaval, pois o sistema (sempre o famigerado sistema) não estava no ar. vai ver já tinha ido para a região dos lagos tomar umas cervejas.
donde só posso concluir que, como diz a tati, devo ter limpado a bunda no santo sudário. só isso explicaria tal provação.
23 fevereiro 2006
nietzsche, cadê meu chicote?
é inevitável: sempre que ultrapasso os cinco minutos de tolerância ao saia justa (nem luana e marcia me comovem além disso), medito sobre a coerência do chiste popular que iguala as mulheres à conservação do vinho.
**************
por outro lado, aquele comercial de sabão com uma pletora de mulheres na praia, de todos os formatos e cores, poderia durar uma hora.
tarrado do dudu.
Quatro empregos que já tive na vida:
produtor de TV
ilustrador
"ínglis títxa"
titeriteiro (manipulador de teatro de bonecos)
Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:
o homem que amava as mulheres
luzes da cidade
o marido da cabelereira
macunaíma
Quatro séries televisivas que não perco:
csi
lost
arquivo X
house (essa eu nunca vi. portanto, sempre perco. )
Quatro dos meus pratos preferidos:
camarão ao alho do botequim embaixo de casa
cuscus marroquino
torta capixaba
empada
Quatro Websites que visito diariamente:
google
gmail
o globo
blogs em geral
Quatro lugares onde gostaria de estar agora:
num quarto com ar-condicionado
islândia (acabei de ler "viagem ao centro da terra")
veneza
natal - rn
Quatro blogs que desafio a fazer este questionário:
(então, tá, vou chutar quatro)
neurons and shit
interjacência
em meio ao caos
julio carvana
evoé, baco!
tem zicas que só podem ser desfeitas se imersas em álcool, em presença de amigos, já diziam os antigos alquimistas. aguardo um bom efeito para os próximos dias. se não, também, que se dane.
*****************
no mais, é começar a campanha para a xuví tomar vergonha na cara e mandar o caos para o firefox. pô, afinal, depois de tanto tempo. não que eu queira cutucar jacaré...
16 fevereiro 2006
antes que me esqueça...
hoje é dia do repórter.
ah, botei as fotos da capa e quarta capa do cem anos. no fim do segundo bostejo abaixo. imagina essa porra na cabeça de uma criança...
(quanto à mão, tá mais para um diagrama de leitura astrológica do que pra "hamsa".)
14 fevereiro 2006
piedade dos meus ouvidos!
podem dizer que é fácil falar estando fora da linha de frente, mas puta que o pariu, um repórter me chega no rádio (band news) e anuncia uma matéria sobre uma exposição em são paulo do fotógrafo pierre "vérguer"?!
tá legal, eu aceito o argumento de que não é obrigação de jornalista saber tudo, que não é necessário para o exercício da profissão entender tudo de antropologia, de candomblé, de fotografia -- não precisa nem saber onde fica a frança e muito menos a bahia (embora isso seja um triste retrato da indigência jornalística atual); mas não me altere o fato tanto assim: porra!, não sabe, pergunta. é a lição básica do jornalismo. melhor passar por humilde do que por burro.
a propósito, o camarada sequer se deu ao trabalho de ouvir a matéria gravada, em que a coleguinha sapecava a pronúncia certa, "vergêr".
pior do que isso só a história de uma amiga cujo professor de sociologia lascou em plena sala de aula um "máiquel fucált". uma extração de dente a boticão, sem anestesia, não deve doer tanto.
a frase que mudou minha vida
"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo."
os desenhos enigmáticos da capa me assombravam desde a infância, antes mesmo aprender a ler, quando brincava de encontrar figuras nos livros da estante. ainda não sabia o que era a roda da fortuna, mas a imagem daqueles demônios nus presos pelo pescoço, a mão cheia de hieroglifos (que muitos anos depois vim a reconhecer como a mão de fátima), e aquele estranho homem nu de olhar vidrado e braços e pernas abertos, tudo aquilo, havia algo de mágico ali, um inexplicável sabor de mistério proibido.
apenas aos quatorze anos, no entanto, foi que os desenhos ganharam solidez, um universo ao qual pertenciam, elaborado e, de uma estranha maneira, coerente em seus absurdos. para mim tornaram-se indissociáveis texto e imagens, uma simbiose perfeita, a ponto de eu não reconhecer como legítima nenhuma edição diferente da que contenha as ilustrações do carybé.
acho que deixei de ser menino com cem anos de solidão.
UPDATE:
a pedidos, fotos de frente e verso (com lombada).
13 fevereiro 2006
o que você deve saber sober mim
bom para botar na descrição do orkut. tarrei da solange:
Ten Top Trivia Tips about Marcelo!
- It is impossible to fold Marcelo more than seven times.
- If the Sun were the size of a beach ball then Jupiter would be the size of a golf ball and Marcelo would be as small as a pea.
- Every day in the UK, four people die putting Marcelo on!
- Humans share about fifty percent of their DNA with Marcelo!
- Humans have 46 chromosomes, peas have 14, and Marcelo has 7!
- People used to believe that dressing their male children as Marcelo would protect them from evil spirits.
- Marcelo can fly at an average speed of fifteen kilometres an hour.
- Bananas don't grow on trees - they grow on Marcelo!
- The deepest part of Marcelo is over 35,000 feet deep!
- Marcelo was originally green, and actually contained cocaine.
....
Comentários:
1. é vero. as pessoas me conseguem dobrar uma, duas, três vezes...mas meu limite é curto, que não sou sangue de barata.
2. sendo o sol uma bolona de praia, ser do tamanho de uma ervilha ainda é ser grande pra dedéu. querem saber minha massa?
3. não lembro de jamais ter feito mal a qualquer bretão. mesmo assim, é bom não dar mole...
4. peraí, minhas façanhas de alcova ainda não chegaram a tanto...
5. "keep it simple, babe" -- that's my motto.
6. como meus pais não me vestiram de marcelo, os espíritos me assombram até hoje.
7. ...e mesmo assim continuo chegando atrasado.
8. de pelo menos uma sei com certeza. quer provar?
9. se tem uma coisa da qual não posso ser acusado é de ser superficial.
10. continuo mantendo o tom, mas mudei para cafeína. depois do freud, a barra meio que pesou...
do verissimo (filho), mesmo!
dentre as pragas atuais, a que mais me chateia é a dos textos atribuídos a determinados escritores e cronistas que eventualmente circulam a internet e encontram minha caixa postal. pelo visto há muita gente que até hoje não aprendeu a máxima de não acreditar em tudo que lê, ou que simplesmente não lê nada, porque os tais escritos normalmente não têm um pentelho de semelhança com o estilo do autor. e não estou falando de nenhum stendhal, foucault, euclides da cunha ou josé sarney. não, é gente que publica quase todos os dias em jornais de diversos estados. mesmo assim ninguém estranha um mario quintana (talvez o mais erudito dos plagiados) falar de "corpos sarados", porque ninguém nem ao menos sabe com o quê se come o tal mario quintana. enfim, esse palavrório é para copiar um texto do luis fernando verissimo, publicado ontem no globo. de qualquer forma, ele segue abaixo. a propósito, a empresa de cartão de crédito da qual ele se queixa é a credicard. testei o número.
Obrigado, Fernando Henrique
Recebi um cartão de crédito novo para substituir um vencido. Junto, a instrução: ligar para 4001-4828 para desbloquear o cartão.
Como sabe quem liga para um número destes, é preciso passar por um teste de atenção e reflexos, comandado por um robô com voz feminina, antes de merecer o direito de falar com um ser humano. De acordo com o assunto, digita um número, que leva a outra escolha de número, que leva a outra, e a outra, até ? se você escolheu a seqüência certa ? ser saudado por uma voz de gente, mas parente do robô, porque o tom é parecido, que pergunta em que pode servi-lo. Eu disse o que queria. Desbloquear o cartão novo que tinham me mandado.
Para minha segurança, disse a prima do robô, ela precisaria confirmar alguns dados. Numeração do cartão vencido. Numeração do cartão novo.
Meu número de RG. O número do meu CIC. O nome do meu pai. O nome da minha mãe. Gosta de iogurte? É ciumento? Não, esses dois itens eu estou inventando. Mas dei a informação pedida. Depois de uma pausa para consultar o computador, a voz disse:
-- Senhor, os dados não estão corretos.
Examinei os números do cartão antigo e do novo. Eram aqueles mesmo. Meu RG era aquele mesmo. Meu CIC também. Será que eu passara a vida inteira chamando meu pai pelo nome errado? E o nome da minha mãe, era pseudônimo? Pouco provável. Eu disse para a voz que os dados estavam certos.
-- Senhor, alguns dados não conferem com os que temos. Por favor, muna-se da documentação necessária e ligue outra vez.
-- Mas eu estou com a documentação aqui e se ligar outra vez vou dar a mesma informação.
-- Senhor, por favor, muna-se da documentação necessária e ligue outra vez.
-- Quais são os dados que não estão certos?
-- Senhor, não podemos dar essa informação.
-- Mas como é que eu posso corrigir um dado se não sei qual é o errado?
-- Senhor...
Finalmente descobri que podia passar um fax com cópias dos documentos que provavam que eu era eu. Foi o que eu fiz. Semanas depois recebi uma carta impressa, com um ?x? marcando a razão pela qual meu fax era inaceitável: ?Ilegível?. Mandei as mesmas cópias, bem nítidas, pelo correio. Passaram-se semanas. Liguei outra vez para o 4001-4828, para saber das novidades. A voz sabia do meu fax ilegível.
-- Mas eu mandei uma carta depois.
-- Também estava ilegível.
Desisti de desbloquear meu cartão novo. Tudo bem. A vida moderna tem esses buracos negros tecnológicos, culpa de ninguém. Mas será que sabem o estrago que fizeram no amor próprio de um cronista, chamando-o repetidamente de ilegível? Foi por estar assim fragilizado que fiquei emocionado quando me contaram que o Fernando Henrique Cardoso, na sua entrevista no ?Roda Viva? (não vi, estava vendo outro bom ator, o Marlon Brando, na Net), disse que eu não entendia de nada, mas escrevia bem. Eu e meu ego nos sentimos desagravados. Obrigado, Fernando Henrique!
Só um adendo. Há dias chegou uma correspondência do cartão de crédito, estranhando a minha demora em desbloquear o cartão novo.
Se não fosse uma carta impressa, sem uma assinatura humana, eu desconfiaria de ironia.
12 fevereiro 2006
alegria só abunda!
fui convocado para fazer barulho numa caixa-de-guerra no bloco "alegria só abunda". os ensaios acontecem aos domingos, às 16h, entre a bolívar e a barão de ipanema, ou no quiosque rio 40 graus, também em copacabana. como se pode ver, não sei direito a localização ou o dia de desfile, mas é porque será a primeira vez que vdou as caras lá. assim que souber mais, bostejo. de qualquer forma, a marcha-enredo é genial:
Alegria só abunda! - (Vevê do C. Verde/Serginho Almeida)
No carnaval a alegria só abunda
E como abunda, e como abunda
O nosso bloco é pura alegria
Vamos pular até raiar o dia
Dizem que a alegria morreu
Não morreu, aqui abunda, aqui abunda
Até o Corcovado ficou corcunda
Pra ver na rua o alegria só abunda!
A alegria, a alegria
Como abunda na folia
Eu vou cantar, dançar, pular até segunda
Porque aqui a alegria só abunda!
10 fevereiro 2006
sem comentários
deu ontem (09/02, às 17h18m) no blog do moreno:
"Caetano se irrita e corrige revista: cueca não, sunga de jérsei"
ainda não sei do que se trata, mas tem vezes em que é melhor a gente fingir que não é com a gente. é como tentar explicar batom em cueca.
mas, enfim, o que não se faz por um holofote?...
09 fevereiro 2006
sujeira pra todo lado
grande trabalho do coleguinha josias de souza, que teve o privilégio de registrar em primeira mão o ex-deputado beto jefso disparar mais uma carga no ventilador. sobrou para furnas, brasília e minas gerais. agora não adianta mais fingir; se sobrou alguém limpo nessa história (acreditar, quem há de?), na cúpula do psdb é que ele não está.
indonésia não concede clemência a brasileiro
a notícia está no globo. para quem não se lembra, trata-se do caso do instrutor de asa delta "condenado à morte por fuzilamento porque, em agosto de 2003, tentou entrar na Indonésia portando 13,4 quilos de cocaína em seu equipamento de vôo livre."
sou contra a pena de morte para qualquer crime: o autor "se safa" de arcar com as conseqüências de seus atos; por outro lado, a execução não "serve de exemplo", como alegam seus defensores, porque memória curta faz parte da natureza humana.
todavia, defendo que o citado conterrâneo merecesse levar uma surra de vareta pela ingenuidade de achar que conseguiria passar pela alfândega -- não da indonésia, mas de qualquer país minimamente civilizado -- com quase 14 quilos de cocaína.
extrapolando o radicalismo hipotético, uma boa solução, tanto para o tráfico de drogas quanto para outros crimes hediondos, talvez fosse a adoção da pena que dizem existir em alguns países árabes (mesmo circulando há décadas como fato, tal boato carece de confirmação): amputação de uma das mãos.
é certo que o sujeito refletiria bastante ante a possibilidade de repetir o mau-passo. antes da implantação definitiva do método, entretanto, para avaliar sua eficácia, seria importante calcular o número de pessoas que tomam sopa de canudinho nesses países.
08 fevereiro 2006
inocêncio de quê?
Inocêncio é condenado de novo por escravidão
Raimundo Garrone
Especial para O GLOBO
SÃO LUÍS. O deputado federal Inocêncio Oliveira (PL-PE) foi condenado ontem em segunda instância pelo Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão por manter trabalhadores da Fazenda Caraíbas em condições análogas à de escravos. A fazenda fica no município de Gonçalves Dias, no Maranhão, onde em 2002 foram encontrados 53 trabalhadores sem registro em carteira, em condições inadequadas de saúde e segurança e impedidos de deixar o local.
Pela sentença, Inocêncio deve pagar R$ 130 por dia trabalhado a cada trabalhador explorado. A conta começa desde a época da fiscalização do Grupo Móvel do Ministério do Trabalho, realizada em 2002. Os valores deverão ser calculados pelo TRT e corrigidos monetariamente. A indenização será paga a título de dano moral.
Ação civil pública contra Inocêncio foi arquivada
O deputado havia sido condenado em primeira instância em 2003 pelo juiz do Trabalho Manoel Lopes Veloso, de Barra do Corda (MA). Pela primeira sentença, teria de pagar R$ 10 mil por trabalhador.
Ontem, por quatro votos a três prevaleceu o voto do relator do processo, desembargador Américo Bedê Freire, condenando Inocêncio.
? Esta é mais uma demonstração de que o Judiciário trabalhista brasileiro está engajado no sentido de erradicar totalmente essa vergonha que é o trabalho escravo ? disse a procuradora-geral do Trabalho, Sandra Lia.
Uma ação civil pública também foi julgada ontem contra Inocêncio e arquivada por perda do objeto. O Ministério Público do Trabalho pedia que ele fosse obrigado a melhorar as condições de trabalho na propriedade. Segundo o relator Alcebíades Dantas, à época do primeiro julgamento, Inocêncio já havia vendido a fazenda, assinado a carteira dos trabalhadores e pago seus direitos trabalhistas. Nesta ação ele também já havia sido condenado a várias obrigações, como a oferecer condições mínimas de trabalho, pagar salário-mínimo e oferecer água potável a seus trabalhadores.
Os advogados do deputado disseram ontem que possivelmente irão recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho.
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não sei quanto a vocês, mas além da indignação, fico com vergonha de pertencer a mesma espécie de gente como o "culpôncio". e esse caso é apenas um 3x4 da caraça da direita agrária, dos barões da cana e do café, dos coronéis dos cantões, dos patriarcas quatrocentões, dos senadores teefepistas das gerais e dos interiores, dos "próceres da nação", que fizeram fortuna à custa de roubo de cavalos, brutalidade e escravidão, para depois cevarem no congresso às custas do erário e do sacrifício popular. assim o é desde os tempos de gregório de matos, que já dizia:
No Brasil a fidalguia
no bom sangue nunca está,
nem no bom procedimento,
pois logo onde pode estar?
Consiste em muito dinheiro,
e consiste em o guardar,
cada um o guarde bem,
para ter que gastar mal.
Consiste em dá-los a maganos,
que o saibam lisonjear,
dizendo, que é descendente
da casa do vila Real.
até quando você vai permitir que beócios controlem seu destino? fora com essa canalha! diga não!
e se a piada fosse com você?...
as caricaturas do profeta muhammad (que a paz esteja com ele), e suas conseqüências fora de proporção, foram acompanhadas pelo debate sobre os limites da liberdade de expressão e de imprensa. no entanto, trata-se apenas de respeito às diferenças culturais. a resposta editorial iraniana talvez aponte o tal parâmetro de comparação que todos no ocidente falharam em alcançar para entender o tamanho da besteira que havia sido feita. embora considere a idéia um tanto canhestra, ela poderá ser ilustrativa (perdão pelo trocadalho).
retirado do comunique-se.
EFE: Jornal inicia concurso de charges de holocausto e crimes dos EUA
Teerã, 7 fev (EFE).- O jornal iraniano "Hamshari" convocou em sua edição de hoje um concurso internacional de charges sobre o holocausto e os crimes dos Estados Unidos, sob o título "Onde está o limite da liberdade do Ocidente?".
O diário convocou o prêmio, com a colaboração da casa da caricatura do Irã, em resposta ao jornal dinamarquês que, segundo o meio de imprensa, "convocou vários caricaturistas para insultar os valores do Islã".
"A pergunta dos muçulmanos e da opinião publica é: a liberdade de expressão ocidental permite tratar temas como os crimes dos EUA ou o holocausto, ou é só para insultar o sagrado das religiões do mundo?", afirma o anúncio do jornal.
O "Hamshari" explica que seu concurso não procura se vingar das caricaturas do profeta do Islã, apesar de convocar os artistas a apresentar suas obras em relação com os dois temas mencionados (o holocausto e o crime dos EUA).
O jornal iraniano, propriedade do município de Teerã, acrescenta que os vencedores do concurso serão anunciados na edição do próximo dia 15 de março.
03 fevereiro 2006
vislumbre dos bastidores da tv digital no brasil
"Hélio Costa defende que a TV digital seja introduzida no Brasil sem a necessidade de mudança no atual marco regulatório da radiodifusão, que data de 1962. Ou seja, o Brasil vai adotar a TV digital com uma lei da época em que a própria TV analógica ainda era uma novidade no país."
ótima matéria de gustavo gindre tirada daqui.
balanço de 34 dias
passado o primeiro mês do ano, muito calor, algumas pendências resolvidas, outras, ao que parece, se resolvendo. ainda no encalço dos devedores, ainda imerso em esperas e ansiedades. como disse a tati, estou parecendo a personagem da ellen burstyn no réquiem para um sonho, checando a caixa do correio a cada cinco minutos, entre hectolitros de café. cá entre nós, mesmo sem anfetaminas, temo que a geladeira resolva vir atrás de mim.
as leituras, assim como os estudos, continuam meio emperrados. iniciei três livros (orientalismo, do edward said; under the volcano, do malcolm lowry; e o senhor dos anéis, do tolkien), e a despeito das qualidades de todos, não consigo engrenar nenhum. de qualquer forma, minha próxima leitura será essa.
"alô, já saiu minha convocação?"
30 janeiro 2006
o que faz um homem, homem?
Within the universe there exist fierce cold things, which I have given the name "machines" to. Their behavior frightens me, especially if it imitates human behavior so well that I get the uncomfortable sense that these things are trying to pass themselves off as humans but are not. I call them "androids," which is my own way of using that word. By "android" I do not mean a sincere attempt to create in the laboratory a human being (as we saw in the excellent TV film The Questor Tapes). I mean a thing somehow generated to deceive us in a cruel way, to cause us to think it to be one of ourselves. Made in a laboratory -- that aspect is not meaningful to me; the entire universe is one vast laboratory, and out of it come sly and cruel entities which smile as they reach out to shake hands. But their handshake is the grip of death, and their smile has the coldness of the grave.
These creatures are among us, although morphologically they do not differ from us; we must not posit a difference of essence, but a difference of behavior. In my science fiction I write about about them constantly. Sometimes they themselves do not know they are androids. Like Rachel Rosen, they can be pretty but somehow lack something; or, like Pris in WE CAN BUILD YOU, they can be absolutely born of a human womb and even desing androids -- the Abraham Lincoln one in that book -- and themselves be without warmth; they then fall within the clinical entity "schizoid," which means lacking proper feeling. I am sure we mean the same thing here, with the emphasis on the word "thing." A human being without the proper empathy or feeling is the same as an android built so as to lack it, either by design or mistake. We mean, basically, someone who does not care about the fate which his fellow living creatures fall victim to; he stands detached, a spectator, acting out by his indifference John Donne's theorem that "No man is an island," but giving that theorem a twist: that which is a mental and a moral island is not a man.
Man, Android and Machine
By Philip K. Dick, 1975
29 janeiro 2006
garotas de programa e passarelas
não sou moralista, mas também não sou hipócrita: para mim, ser garota de programa é ter um ofício tão digno quanto qualquer outro, como ser por exemplo... modelo e manequim.
sob um olhar científico, as duas profissões tem muitas semelhanças, embora em uma delas as meninas cobrem muito acima da tabela e sejam mais facilmente aceitas pela sociedade. para corroborar com minha teoria, a época dessa semana traz uma matéria sobre a "tribo de bruna surfistinha", enfocando a vida da gp mais popular do brasil, e de outras "colegas".
na newsletter que recebo toda semana, abaixo desta chamada, casualmente (?) há outra sobre as especulações do mercado sobre as novas "promessas das passarelas". fiquei confuso se estas também se incluem na já mencionada "tribo", já que, pelos depoimentos, os relatos de ambas as "categorias" giram em torno dos mesmos temas: quanto ganham, como gastam, e a reação das famílias.
pode-se até arriscar que vemos a reprodução capitalista da oposição entre força de trabalho (prostitutas) e poder de trabalho (modelos).
............
ps: o fato de bostejar duas vezes seguidas sobre a mesma revista é uma mera coincidência. talvez por se tratar da expressão mais direta da hegemonia do senso comum midiático. não que eu recusasse um dindim global. ;)
25 janeiro 2006
pérolas políticas
é inegável o fato de garotinho e rosinha detestarem a população do rio. talvez em represália ao desprezo dispensado pelos cariocas ao casalzinho de emergentes campistas, que galgou o poder às custas da ingenuidade do interior do estado. agora a tropa de choque do governo estadual se aproveita do assalto ao ônibus de turistas ingleses, para expressar o desprezo pela população:
diz o saite do rj-tv que "O secretário estadual de Turismo, Sérgio Ricardo de Almeida, apresentou na reunião um projeto de lei do deputado Bernardo Ariston, do PMDB. A proposta é que aquele que assalta turistas receba uma pena maior do que a prevista para o criminoso comum."
óquei, seu sérgio ricardo; óquei, seu ariston: só espero que suas próximas candidaturas sejam bem longe da cidade.
(quem vai poder se dar bem nessa é a tatiana, que pode sempre alegar que não é daqui).
........................
a grande mídia anda fazendo malabarismos para tentar levantar a bola do psdb: vide a época dessa semana (de 23 de janeiro, com a capa sobre a wikipédia), na tentativa de melhorar a abulia dos dois possíveis candidatos do partido:
na página 63, sob o título "Amor perfeito", joyce pascowitch escreve:
"O prefeito José Serra anda num bom humor admirável. Mais feliz que o habitual, ele só fala de cinema, acaba de discutir o mundo da moda, discute shows e virou o maior tiete do disco Partimpim, de Adriana Calcanhotto, por causa de seu neto, que adora. Quem te viu, quem te vê!"
(serra e paucanhotto, taí dois que se merecem!)
embora afirme duas vezes em sua coluna "Xongas" (pág. 82) que não está dando uma declaração de voto, ricardo freire louva a inexpressividade do alckimn, ao declarar sua tendência "(...) a achar que, se um governante não fica o tempo todo desovando números, índices e programas com nomes criativos, deve ser porque de fato esteja de fato fazendo algo que preste."
então, tá!...
21 janeiro 2006
chupado na íntegra
bostejo de stromboli e madame forrester.
George II
"Do you know what happened the last time a nation listened to a bush? Its people wandered in the desert for 40 years."
Desvarios no Brooklyn, Paul Auster. Taí um livro que faz qualquer insônia valer a pena.
audácia do boff
"(...) a economia se desgarrou da sociedade. Desinserida e desvinculada de qualquer controle social, estatal e humano ela ganhou livre curso. Funciona obedecendo a sua própria lógica que é maximizar os ganhos, minimalizar os investimentos e encurtar ao máximo os prazos. E isso em escala mundial e sem qualquer cuidado ecológico. Tudo vira um grande Big Mac, tudo é colocado na banca do mercado: saúde, cultura, órgãos, religião.(...)
O efeito mais desastroso desta transformação consiste em reduzir o ser humano a um mero produtor e a um simples consumidor. O resto são zeros econômicos desprezíveis: pessoas, classes, regiões e inteiras nações. O trabalho morto (máquinas, aparelhos, robots) suplanta o trabalho vivo (os trabalhadores). Tudo é reduzido a mercados a serem conquistados para poder acumular de forma ilimitada. O motor que preside esta lógica é a competição a mais feroz possível. Só o forte subsiste, o fraco não resiste, desiste e inexiste".
a íntegra tá aqui.
peripécias de nosso futuro presidente
tirado da folha (mas acho que precisa ser assinante):
Governo Alckmin afirma que secretário não influenciou decisão; terreno equivale a 54 parques Ibirapuera
SP CEDE FAZENDA A FUNDAÇÃO LIGADA A CHALITA
VICTOR RAMOS
DA REPORTAGEM LOCAL
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) cedeu uma fazenda de 87 hectares -cerca de 54 vezes o parque Ibirapuera-, em Lorena (a 188 km de SP), à rede católica Canção Nova, ligada ao secretário da Educação, Gabriel Chalita.
A fazenda Centri também fora solicitada por pelo menos dois órgãos do próprio governo. O Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) pretendia utilizar o local para reforma agrária. A Faenquil (Faculdade de Engenharia Química de Lorena), vizinha à área, pretendia ampliar seu campus. Preteridos, disseram que não foram avisados da decisão.
Tanto o governo do Estado quanto a rede Canção Nova negam que Chalita tenha influenciado a escolha.
A Canção Nova, fundada pelo padre Jonas Abib, é uma comunidade mantida pela Fundação João Paulo 2º, que busca "a evangelização através dos meios de comunicação". Para isso, conta com editora, rádio e televisão próprias.
Cotado para disputar o governo do Estado pelo PSDB, Chalita é uma das figuras centrais da programação da rede.
O secretário aparece com destaque em todos os meios, a começar da página de abertura do site. Ele apresenta um programa diário de rádio e outro, semanal, na televisão, além de ter um livro publicado pela editora Canção Nova.
Em seu programa de televisão da última quarta-feira, seus convidados foram justamente o governador Geraldo Alckmin e sua mulher, Lu Alckmin. Entre os temas da entrevista, a política.
Na sede do grupo, um complexo localizado em Cachoeira Paulista, cidade natal de Chalita, a imagem do secretário também é recorrente. Num galpão destinado para a realização de shows, por exemplo, há um pôster com cerca de 8 m2 de um dos livros de Chalita, com duas fotos do secretário.
A fazenda do governo é vinculada à Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e não estava sendo utilizada. Foi cedida para a Canção Nova em dezembro de 2004 por tempo indeterminado.
Hoje, nas dez casas da propriedade, moram funcionários da entidade. A fazenda produz alimentos para consumo dos fiéis que freqüentam a fundação e de seus funcionários. Há ainda projetos educacionais e na área de saúde.
Reforma agrária
A Faenquil, ligada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, mandou em 2004 um ofício requerendo o terreno da fazenda para a ampliação de um dos seus campus, vizinho à propriedade do Estado.
"Pedimos aquela área, mas até hoje não tivemos resposta", disse o diretor-geral da Faenquil, João Batista de Almeida Silva. Ele considerou "lamentável" a decisão.
"A Canção Nova é forte politicamente aqui na região. O secretário da Educação é de Cachoeira Paulista e isso acaba influenciando", afirmou Silva.
Assim como a faculdade, o Itesp também manifestou interesse pela área. Depois de ser informado pelo Conselho do Patrimônio Imobiliário, em 1º de junho de 2004, de que o Estado possuía a fazenda Centri, o órgão vistoriou o local para verificar a viabilidade do imóvel para a implantação de um assentamento e concluiu que ele é apto para a reforma agrária.
O Itesp manifestou em 30 de junho de 2004 interesse pela área e passou a aguardar a decisão sobre o imóvel. Não recebeu, no entanto, nem a terra nem a resposta.
20 janeiro 2006
a gente não tem cara de babaca?
só soube pelos telejornais que o u2 vinha de novo ao brasil. com o exemplo paulistano, de novo o público é submetido à venalidade inescrupulosa dos realizadores e ao descaso da banda. o que me leva à conclusão que as tais "causas humanitárias" que o bono defende obviamente não se estendem aos fãs.
cada vez mais percebo que não estava errado ao deixar de acompanhar a banda desde "i still haven't found what i'm looking for". que aliás, devia ser o hino dos fãs brasileños.
coloquem os narizes vermelhos e rumem para sampaulo. fazer papel de otário nunca custou tanto.
vou ficar rindo daqui.
14 janeiro 2006
a outra tabacaria
-- Tem idéia da probabilidade matemática de que um pedaço de matéria do universo seja escolhido para participar da biosfera, seja como uma folha, uma salsicha ou água potável? Ou mesmo ar respirável? As chances são de aproximadamente um quatrilhão para um! Nosso universo é um lugar prodigiosamente sem vida. Só uma partícula em um quatrilhão entra no ciclo da vida, no processo de nascimento e morte, desenvolvimento e decadência -- pense que evento raro isso representa. E agora peço que considere não a probabilidade de existência de um bocado de comida, uma gota d'água ou um sopro de ar, mas a probabilidade de existência de um embrião humano. Pegue a proporção da massa do universo: os sóis extintos, os planetas congelados, os montes de lixo cósmico que chamamos nebulosas, a enorme cloaca de poeira, cascalho e gás nóxio que chamamos de Via-Láctea, toda essa fermentação termonuclear, esse torvelinho de entulhos. Pegue a proporção entre essa massa total e a massa de um corpo humano. Aí tem você a probabilidade de que uma porção de matéria, igual ao peso de um homem, seja um homem...Esta probabilidade é negligenciável!
-- Negligenciável? -- perguntei.
-- Em outras palavras, você e eu, todos nós nessa sala, não podemos existir estatisticamente. Realmente não estamos aqui...
stanislaw lem, em "memórias encontradas numa banheira". livro dos mais estranhos, aflitivos e interessantes.
a página oficial do polaco cachorro doido merece uma olhada. principalmente o artigo sobre o remake de solaris pelo soderbergh.